
Título: Jean Charles
Direção: Henrique GoldmanElenco: Selton Mello, Vanessa Giácomo, Luís Miranda, Daniel de Oliveira
Duração: 93 min.
Ano: 2009
País: Brasil, Reino Unido
Gênero: Biografia, Drama
Jean Charles (Selton Mello) é um eletricista mineiro, que vive em Londres. Ele consegue levar sua prima Vivian (Vanessa Giácomo) para morar com ele, junto com Alex (Luís Miranda) e Patrícia (Patricia Miranda). Como tantos brasileiros que moram fora do País, Jean se vira para fazer dinheiro e ajuda muitas pessoas também, como acontece ao introduzir sua prima no mercado de trabalho ilegal. Infelizmente, alheio aos atentados que ocorriam na região, ele estava na hora errada e no lugar errado quando foi confundido com um terrorista no metrô londrino e acabou morto em julho de 2005, mudando para sempre a vida das pessoas que o cercavam..
Transformar grandes tragédias em filmes não é uma tarefa muito fácil. E às vezes, simplesmente não sai do papel. Mas Jean Charles saiu; pena que não souberam desenvolvê-la, algo que é visível em seu roteiro, que de tão cheio de furos, chega a parecer trabalho de amador.
É complicado julgarmos a pessoa Jean Charles que o longa nos apresenta, pois ele não era alguém público antes do ocorrido, porém, em alguns momentos, cogitei a hipótese de terem refeito a personalidade do protagonista para, no final, sentirmos pena de sua morte.
Sobre o elenco, não há nenhuma atuação que mereça ser ressaltada. Selton Mello, que deveria se destacar, continua na mesma interpretação mediana de sempre. Dentre a turma de Londres, Luís Miranda é o que se sai melhor, enquanto que, se prestarmos devida atenção, veremos que Vanessa Giácomo teve que ser dublada em cenas onde sua personagem tinha que falar em inglês... Uma vergonha!
Jean Charles (o filme) anda, anda, anda e não chega a lugar algum. Não há tensão, não há clímax, nem mesmo quando o personagem principal está prestes a ser brutalmente assassinado. Aliás depois disso, o roteiro se torna tão superficial que os atores se esforçam para transmitir alguma emoção, não sendo bem-sucedidos.
Mesmo com a repetida fotografia "azul" londrina, tenho que reconhecer que ela se encaixa muito bem ao clima do filme.
No mais, Jean Charles pelo lado humano, comove e revolta; pelo lado cinematográfico, também revolta, pois é revoltante produzirem um filme tão morno, e quase sem graça, sobre algo tão sério.
Nota: 5/10
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