sábado, 11 de fevereiro de 2012

Não é apenas um filme sobre alguém com câncer...


Título original: 50/50
Título nacional: 50%
Diretor: Jonathan Levine
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Seth Rogen, Anna Kendrick, Bryce Dallas Howard, Anjelica Huston.
Duração: 100 min.
Ano: 2011
País: Estados Unidos
Gênero: Drama, Comédia

E pensar que o Joseph não faria o papel principal...

50% conta a história de Adam Lerner (Gordon-Lewitt), um jornalista, que aos 27 anos, descobre que está com câncer na coluna. Ele não consegue entender muito bem porquê um tumor apareceu em sua vida, mas sabe que tem 50% de chances de cura. E para enfrentar esse problema, ele contará com a ajuda de seu melhor amigo Kyle (Seth Rogen) e de sua analista Katie (Anna Kendrick).

Um filme baseado na vida do roteirista Will Reiser. Uhn, aí vem aquela famosa pergunta: "Será que é só mais um longa que te faz chorar, sem qualquer tipo de técnica ou atuação marcante?". Erra em dizer quem respondeu sim. 50% é sim, uma lição de vida, mas que conta com atuações brilhantes, principalmente por parte do Joseph e com uma estrutura simples na questão técnica que só me fez apreciar ainda mais o filme.

Assumo para vocês que admiro o trabalho de Joseph desde "(500) dias com ela", um dos meus filmes favoritos, e ainda mais depois de "Inception". Com 50%, ele chega ao ápice de sua atuação, sem ter o céu como limite, coisa que duvido que aconteceria se o papel tivesse sido do ator original, James McAvoy, que por sorte (ou azar), não pôde filmá-lo. Em algumas cenas, após seu personagem descobrir estar doente, podemos ver palavras surgindo na expressão de Joseph, sem ao menos o ator pronuncia-las: "Como o mundo ainda gira sendo que eu tenho câncer? Como as pessoas podem estar felizes, comigo perto de morrer?". Sua atuação também me chamou a atenção em uma cena (simples) em que Adam se consulta com Katie (Kendrick) e eles tem uma conversa sobre como ela o toca. E é nessa cena que é perceptível o tom de conversa descontraída que há entre duas pessoas que se conhecem há algum tempo e como ambos estão conectados e discutindo como se não estivessem em um filme; algo que, particularmente, aprecio muito. Uma pena o trabalho da Anna ser tão pequeno, como é em "Amor Sem Escalas", outro filme que recomendo.

Voltando ao filme em si, posso dizer com certeza que nada nele é exagerado: Comédia na dose certa, citando famosas séries do cinema mundial, como Star Wars, O Senhor dos Anéis, Harry Potter (surtei na piadinha sobre o Voldemort). E não chega nem perto de ser melodramático, focando apenas no humano por trás de cada personagem. [SPOILER: É impossível conter um sorriso e talvez uma lágrima, quando Adam, encontra na casa de Kyle, o livro "Enfrentando juntos o câncer"] O longa não se torna triste apenas no final, como a maioria dos filmes com essa temática, mas desde a descoberta da doença.

Não é o tipo de filme que se destaque na parte técnica, mas ela não deixa de ser bem construída. Ressalvo a trilha sonora, que é deliciosa de ouvir e se encaixa perfeitamente ao filme, com nomes de peso como Radiohead e Pearl Jam.

É impossível citar tudo o que penso sobre um filme em uma resenha só, mas saibam que é dos pequenos momentos que esse filme é feito. Na minha opinião, não há defeitos nesse filme, mas acho que esperei muito mais do que recebi e não o longa se tornou indispensável de ser visto, por isso não merece um 10/10. Ainda procuro um filme que seja digno dessa nota.

Mesmo assim, é um longa para se levar para a vida e deve ser motivo de orgulho para o diretor e para o próprio Lewitt. Em 50%, sorrimos com Adam, choramos com Adam e também acabamos nos tornando responsáveis por cuidar dele.

Nota: 8/10

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