sábado, 25 de fevereiro de 2012

Muito mais que uma simples comédia romântica


Título Original: Crazy, Stupid, Love
Título Nacional: Amor a Toda Prova
Direção: Gleen Ficarra e John Requa
Elenco: Steve Carell, Ryan Gosling, Emma Stone, Julianne Moore, Marisa Tomei, Kevin Bacon
Duração: 118 min
Ano: 2011
País: Estados Unidos
Gênero: Comédia Romântica
Distribuidora (BR): Warner Bros.

Não poderia começar essa resenha/crítica de outra maneira: O filme entrou para a minha lista de favoritos.

Crazy, Stupid, Love narra a história do quarentão Cal Weaver (Steve Carell) que tem a vida dos sonhos: bom emprego, boas condições de vida, é casado com seu amor da adolescência, filhos bem comportados... Mas essa vida perfeita desaba depois da descoberta de que Emily (Julianne Moore), sua esposa, está tendo um caso e quer divórcio. Desamparado, Cal conhece Jacob Palmer (Ryan Gosling), um cara que vai ensiná-lo a ter estilo, beber e paquerar mulheres.

Na verdade, essa sinopse é um pouco mentirosa, pois só vemos que Cal tem essa boa vida, depois que sua esposa diz que quer se separar dele. E logo em seguida, surge o título, bem no meio dos dois. Isso é algo que eu aprecio muito: as diferentes maneiras de se apresentar um título. Quanto mais simples, mais perto o filme irá chegar do público. Também admiro quando os créditos saem daquele "pretinho básico" e partem para novos ângulos, com cenas ao fundo, algo mais divertido.

Mas para um filme que entrou para a minha lista de favoritos, estou falando muito sobre outras coisas... 

Com um elenco de peso como esse, é compreensível o medo de qualquer um, inclusive o meu, de assisti-lo, pois geralmente, filmes tem esse forte elenco para compensar a história fraca; o que não acontece em Crazy, Stupid, Love. As personagens, muito bem construídas, conseguem fazer jus ao título, amando com loucura e estupidez, indo do inferno ao paraíso em questão de segundos, com drama em cenas de humor e vice-versa; total mérito dos atores e do roteiro. E também amando com inocência, porém com, digamos, certa dose de persistência e puberdade (você que está lendo, entenderá quando ver o filme), como é o caso de Robbie Weaver, interpretado por Jonah Bobo, que de bobo não tem nada, e interpreta um garoto, que aos treze anos de idade, já encontrou sua alma gêmea e se mostra muito mais maduro que os outros membros de sua família.

Steve Carell, mesmo interpretando o divorciado chato, não consegue entediar em nenhum momento, mesmo nas cenas em que repete exaustivamente o nome do amante de sua ex-mulher: "David Lindhagen, David Lindhagen, David Lindhagen"; sobrenome que somente Cal e o próprio David conseguem pronunciar corretamente e o que provoca várias risadas. "Vamos sair daqui", dita por Jacob (Gosling) em uma sequência destinada apenas a essa frase, também é do tipo que não sai da cabeça.

O ponto forte do filme são os atores, o roteiro, o modo com que o diretor conduz várias cenas (destaque para as finais), a trilha sonora, a fotografia, as coincidências da vida, ops!... Enfim, o filme é um dos ápices das comédias românticas, provando que um longa desse gênero pode ser divertido e inteligente ao mesmo tempo.

A história simples, e porque não dizer, clichê,  me conquistou. Muito mais do que qualquer filme que eu já tenha resenhado aqui. E por incrível que pareça, eu não tenho nenhum super argumento para convencer alguém a vê-lo, o que acontece com todo o longa que entra para a minha lista de favoritos: A pessoa só saberá o que eu senti ao ver esse ou outro tão especial quanto, ao assisti-lo. Mas saibam que para entrar na minha seleta seleção, o filme deve tirar o meu fôlego à mesma medida que me faz pensar.

Nota: 9,5/10

Dica: Não assista a esse filme dublado, pois além de ser muito melhor ouvir as vozes dos próprios atores, o título traduzido como Amor a Toda Prova, na dublagem é erroneamente apresentado como "Loucos de Amor".

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