Título Nacional: A Mulher de Preto
Direção: James Watkins
Elenco: Daniel Radcliffe, Ciarán Hinds, Janet McTeer, Sophie Stuckey, Liz White
Duração: 95 min.
Ano: 2012
País: Reino Unido
Gênero: Terror
Distribuidora (BR): Paris Filmes
Na história, o jovem advogado Arthur Kipps (Radcliffe) precisa viajar para uma região remota da Inglaterra para cuidar dos papéis de um cliente recém-falecido. Enquanto trabalha na casa antiga e isolada, Kipps começa a descobrir seus trágicos segredos. A situação piora quando ele entende que o vilarejo é refém do fantasma de uma mulher magoada, em busca de vingança.
Vamos aos finalmente logo de início: O filme me decepcionou e até me fez perder a vontade de ler o livro de Susan Hill de onde o roteiro foi adaptado. The Woman in Black não consegue desenvolver a aura sombria, muito bem produzida, aliás, que ele carrega, por culpa de um roteiro morno. Digo que sua aura sombria é bem produzida, pois a temida “mulher de preto” só se torna presença constante na última meia hora de filme; o medo que seu legado transmite é mais forte que sua própria figura (algo semelhante acontece com Voldemort). Isso é perceptível em momentos assustadores, em sua velha casa, onde ela assombra sem aparecer e em outros, onde a mesma surge por trás de alguns crimes, que de tão entediante, eu me vi dizendo: “Ah não, a mulher de preto de novo!”. Aliás, o nome “mulher de preto” não é pronunciado em nenhum momento do filme.
Entretanto, o principal motivo para a maioria das pessoas, inclusive eu, esperarem ansiosamente pelo filme é um tal ator recém saído de uma série aí, chamada Harry Potter. Daniel Radcliffe, ao contrário do longa, não decepciona e se mostra maduro no papel de pai. Em nenhum momento, esperei que alguém o chamasse de Harry ou que ele sacasse sua varinha e com um “Lumus Maxima” colocasse um pouco de luz no ambiente soturno, que ainda assim, traz uma bela fotografia. Ciarán Hinds, que por conta de sua pequena participação em Relíquias da Morte – Parte II totalmente maquiado, está irreconhecível em The Woman in Black, não passa de um singelo ator coadjuvante.
Mesmo com um Radcliffe mais experiente, é impossível não notar (ou imaginar) alusões a Harry Potter: A música inicial lembra “Lily’s Theme”. A mulher de Ciarán no longa é “possuída” e chega até a profetizar, algo que remete à Sibila Trelawney, a professora de Adivinhação, que em seus poucos momentos de clarividência, prevê o futuro de Harry e do mundo bruxo. E nessa mesma cena, a personagem de Janet McTeer pronuncia: “Ela está vindo! Ela está vindo!”; frase semelhante a em que Kingsley anuncia o desastre que está acontecendo... Bom, vocês sabem do que se trata.
Com uma parte técnica de pouco destaque, além da fotografia acima citada, o longa ainda peca em cenas facilmente executáveis, o que deixa de prender o público ao filme. Sem muitos diálogos, o susto predomina. E então, o filme termina decepcionante, que mesmo com uma boa atuação do Daniel, se tornou a palavra que resume The Woman in Black.
Nota: 5,5/10

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