sexta-feira, 9 de março de 2012

Uma aula de história mal contada, porém bem protagonizada


Título original: The Iron Lady
Título nacional: A Dama de Ferro
Direção: Phyllida Lloyd
Elenco: Meryl Streep, Jim Broadbent, Olivia Colman, Anthony Head
Duração: 104 min.
Ano: 2011
País: Reino Unido/França
Gênero: Drama, Biografia
Distribuidora (BR): Paris Filmes

Cinebiografia de Margaret Thatcher, ex-Primeira Ministra britânica, A Dama de Ferro retrata desde a sua infância até o período mais impopular do seu governo, em 1982, quando ela tentava salvar sua carreira nos 17 dias que antecederam a Guerra das Malvinas.

Poderia ter sido melhor. É assim que eu começo minha resenha sobre The Iron Lady. E vou explicar o porquê: Margareth Thatcher, uma mulher forte, decidida, líder, mas que no filme, não passa de uma velha senil. Sim, uma velha senil, pois parece esse o foco do roteiro: mostrar a Thatcher atual, com o juízo não tão perfeito, acreditando que o marido, já morto, ainda convive com ela. Não que mostrar o lado mais fraco de pessoas que impõem poder não me agrade, mas tudo tem uma dose certa, inclusive a demonstração de fraqueza, digamos assim.

O filme perde o melhor de Thatcher, não conseguindo evidenciar fatos importantes de sua vida, nem de seu plano de carreira. Em certa parte do filme, Thatcher enfrenta problemas que entraram para a história do Reino Unido e simplesmente não fica compreensível seus argumentos diante deles, pois o longa quer nos fazer pensar, sem nos dar ao menos, um ponto por onde começar a fazê-lo.

O destaque de The Iron Lady (e o que o torna menos medíocre) é, com certeza, Meryl Streep. Ela consegue entender e transmitir todo o poder que Thatcher representou para o Reino Unido e faz isso com maestria, além do sotaque britânico que ela conseguiu adotar. Todos os prêmios possíveis para Meryl. (Sim, estou me contendo. Na verdade, eu quero dizer que a Meryl é F***).

Outro ponto positivo foram as cenas reais, que intercaladas às cenas ficcionais, deram um ar mais realista a um longa, que por alguns momentos, não parecia passar de fantasia.

Não posso esquecer de mencionar a maquiagem da Meryl... OK, realmente ajudou a atriz a incorporar a personagem e a convencer (um pouco) o público de que não era apenas alguém interpretando Thatcher (até porque Meryl Streep não é um simples alguém), porém a maquiagem acabou focando mais ainda em Meryl e se distanciou da aparência real de Thatcher, além de eu não achar que foi algo tão necessário assim. (E sim, estou defendendo o Oscar que deveria ter sido de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2)

Edição que não consegue unir pontas, roteiro que não as cria, trilha sonora adicionada na hora errada... A primeira mulher primeira-ministra do Reino Unido merecia mais, muito mais. Esperei por um The King's Speech e ganhei um filme que só vale pela protagonista. Mas será que essa é a maneira correta de se fazer um filme, se valendo da atriz que o protagoniza? Bom, eu duvido.

Nota: 5,8/10

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