Cada um acredita que o que tem a dizer é muito mais importante do que qualquer coisa que o outro tenha a contribuir. E o jovem não é exceção. Jovem que é jovem quer falar e ser ouvido, quer pedir e ser atendido, persistindo em uma ideia racional ou não, mas que para ele, é da maior importância. E engana-se quem pensa que a insensibilidade da sociedade à sua causa, desestimula-os: ao contrário, a indiferença só os torna mais valentes em defendê-la, seja ela para salvar um prédio da demolição ou tirar um governante do poder.
Ao lutar por um ideal, o jovem une pessoas diferentes por um mesmo pensamento; pensamento esse que vem mudando ao passar dos anos. No último século, eles lutaram por causas políticas e sociais, do tipo que afetam toda uma sociedade. Agora, os jovens pensam que o destino individual é a chave para o mudar o futuro do país, lutando para se destacar no ensino regular e depois, por vagas em universidades públicas, que, antigamente, pertenciam aos mais ricos.
Muitos criticam os jovens de hoje, dizendo que os de ontem tinham razões mais relevantes e pensavam no coletivo, mas acabam se esquecendo que são épocas diferentes, com modos de vida que divergem e mesmo assim, a juventude atual ainda pensa em salvar o mundo, porém por meio de suas respectivas carreiras.
Se os jovens são o nosso futuro, nada mais justo que ouvi-los. Com a cabeça mais fresca e aberta, eles têm uma visão diferente do mundo e de como podemos ajudá-lo. Fatores como coragem e determinação não os faltam. E por isso, a juventude não deve ser subestimada pelos mais velhos, pois quando acontece, a velhice se torna tola e esquecida.
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