No início do ano - não me recordo a data certa - uma atendente do Itaú me liga, oferecendo o Seguro Fatura Protegida: essa proposta me ressarciria um determinado valor, caso meu cartão fosse roubado junto às minhas coisas, entre outros aspectos. Ouço a pessoa falar todas as condições, apenas falando "uhum", "sim", "claro", mas não tenho interesse em contratá-lo.
Quando digo "entendi", ao que ela havia me proposto, a atendente fica muda por quase um minuto. Depois desse tempo, me diz que o seguro foi contratado com sucesso e viria creditado o valor acertado na próxima fatura do cartão de crédito. Eu, confuso, logo questionei e disse não ter interesse, mas me foi respondido que não havia nada a ser feito naquele momento, pois a operação ainda está sendo processada e eu só poderia cancela-la no próximo mês.
Com raiva, me conformei e acabei deixando o seguro por mais algum tempo. Após alguns meses, refleti que não precisava pagar por aquele serviço e liguei ao SAC para cancela-lo. Depois de fornecer vários dados para a confirmação de que era realmente eu, o titular do cartão, do outro lado da linha, informo a atendente o que desejo. Por três vezes, ela tenta me convencer do contrário, dizendo que o preço a pagar pelo seguro é mínimo e que tenho várias vantagens etc. Entendo ser o trabalho dela, ouço mas continuo firme na minha posição.
Até que ela retruca: "Se quer cancelar, então por que contratou, em primeiro lugar?". Explico, com um misto de indignação, raiva e cansaço - há quase 10 minutos no telefone - o que aconteceu no momento da contratação e que havia mudado de ideia e não queria mais continuar com o serviço.
Ela fica muda - ao que parece, uma característica da equipe de atendimento do Itaú. Digo "alô" por diversas vezes, sem obter resposta. Até que "o seguro está cancelado".
Estressado, peço pelo número de protocolo - o que não faço, geralmente, mas nessa situação, com a má vontade da pessoa que me atendeu, quero me certificar de poder reclamar caso desse algum problema:. "Já te deram no início da ligação", grosseiramente. "Não me deram, não". "Então, é porque não tem", conclui, de modo ríspido. Eu, já sem paciência, deixo passar e me despeço da atendente.
É muito curioso como, para contratar um serviço, a ligação dura menos de 5 minutos e a atendente não confirma se eu realmente gostaria de aderir ao seguro: um simples "entendi" - dúbio, pois se referia a compreender o que ela estava me propondo e não a afirmar que queria o serviço - serve; mas para cancela-lo, preciso confirmar vários dados, quase lutar, num cabo de guerra verbal, para que a pessoa do outro lado "aceite" que eu não desejo mais ter o seguro e ainda sou obrigado a ouvir uma voz grosseira e má educada, contestando uma decisão que eu tinha todo o direito de escolher.
Curioso não é bem a palavra: acredito que o termo certo seja inadmissível. Não pago minhas taxas, anuidades e afins para me sujeitar à pessoas mal treinadas ou que despejem sua irritação pessoal em clientes que nada tem a ver com isso. Não acredito ser o primeiro e duvido que serei o último a questionar a qualidade do serviço de atendimento do Itaú. Uma porcaria, isso sim.
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