Direção: Martin Scorsese
Elenco: Asa Butterfield, Ben Kingsley, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Helen McCrory, Richard Griffiths
Duração: 128 min.
País: Reino Unido, França
Gênero: Aventura, Fantasia
Sinopse: Hugo é um garoto de 12 anos que vive em uma estação de trem em Paris no começo do século 20. Seu pai, um relojoeiro que trabalhava em um museu, morre momentos depois de mostrar a Hugo a sua última descoberta: um autômato, sentado numa escrivaninha, com uma caneta na mão, aguardando para escrever uma importante mensagem. O problema é que o menino não consegue ligar o autômato, nem resolver o mistério.
Resenha: Quando eu penso que já sou apaixonado o bastante pelo mundo cinematográfico, surge então monsieur Scorsese e me torna ainda mais fascinado, embevecido, enlevado, extasiado, seduzido por esse universo.
E além do cinema, há livros, muitos livros e estações de trem e desenhos e engrenagens... Aliás, esse filme é como um relógio muito bem calibrado e preciso. Uma impecável direção de arte. Uma fotografia que pinta de dourado uma fria Paris e quando necessário, a colore de azul. Efeitos especiais mais do que essenciais e bem executados. E uma trilha sonora que é capaz de te fazer cantarolar dormindo...

E o elenco, o que dizer? Mais do que incrível e com merecidos aplausos ao Asa Butterfield e à Chloe Moretz (e eu particularmente, me emocionei ao reconhecer Helen McCrory e Richard Griffiths em cena de novo).
Acredito que a única falha de Hugo seja o roteiro, que faz com o filme se torne arrastado durante quase toda a primeira hora, mas também compreendo que era importante para dar o tom certo ao restante do longa. Mesmo ponderando, esperava um pouco mais de aventura (o trailer mais do que prometeu isso), o que só acontece lá pelo final.
Enquanto o curta, também ganhador do Oscar 2012, The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore é uma declarada história de amor aos livros, Hugo parece conseguir transmitir o meu, o seu, o do mounseir Scorsese, amor pelo cinema para dentro do próprio cinema. Um filme metalinguístico, que brilha aos olhos e esquenta o coração.
E como disse um tal de George Méliès: "Venham sonhar comigo!"

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