Não há vergonha maior do que a de morar em um país onde os crimes são praticados por homens de terno e gravata e mulheres cultas. Estes trabalhando em órgãos federais, que deveriam assistir o povo, mas que servem de palco para delitos tão graves quanto os cometidos pelos bandidos da nossa realidade. E que depois de um certo tempo, deixaram de nos indignar. Então nos vêm a pergunta: Votar, ato cívico e ético, ainda é necessário? E se a resposta for positiva, será que realmente importa de alguma coisa?
Um dos meios mais democráticos de cidadania vem se tornando, de acordo com o próprio povo, obsoleto e ocioso. Opinião que não deve ser levada em consideração, pois são essas mesmas pessoas que escolhem seus governantes de acordo com favores, dinheiro ou simplesmente por falta de opção. Essa dita escassez de escolha somente acontece pela ignorância e pela preguiça em analisar meticulosamente cada candidato.
Muitos literalmente lutaram, na época da ditadura, pelo voto direto. E como tudo o que a geração atual não precisou batalhar, há um desperdício desmedido, que resulta em figurados maus tratos em relação a uma população que sequer sabe o qual é a incumbência de seu representante.
As questões iniciais, portanto, têm suas respostas afirmativas. Só é necessária uma população consciente que escolha de modo correto. E para que esse grupo esclarecido de indivíduos não se torne algo utópico, é essencial que parta deles próprios inquirirem, discutirem e optarem pelo melhor, não apenas egocentricamente, mas pelo bem de toda uma comunidade que é dependente de seus líderes para que ocorra uma coerência no que é exigido pela população e por eles, cumprido.
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